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segunda-feira, 4 de abril de 2011


Eu observava todas as fichas caindo, aquelas fichas que minha teimosia decidiu apostar em você quando tudo me dizia para guardar duas ou uma, as fichas que eu joguei para o alto, grudei cada uma delas no této. E agora, eu as via caindo, todas elas. Percebia que todas apostadas, estavam perdidas, junto comigo. Juntei-as no chão, uma por uma, não eram mais válidas. Logo atirei meu olhar aos palmos de minhas mãos, seu nome não estava mais ali ao lado do meu, não mais. Talvez eu tenha soado tanto que nem pude perceber o suor levando a tinta da caneta com o seu nome embora, deixando o meu sozinho. O que está em jogo aqui? Os dados me mostram para avançar três degraus, de novo, pois já não era a primeira vez em que ele me pedia para subir, por isso joguei-os fora. Eu subo, e me perco no meio da escada, você me deixa sozinha ali, sempre. O que eu estou fazendo aqui? Esperando por um olhar teu, mais um. Nossos olhares já haviam sido trocados, nosso lábios também, nossas verbalizações, nem se fale. Então o que eu fazia ali, esperando por um sinal teu? Talvez você nunca esteve junto comigo na escada, e talvez o seu nome ao lado do meu, não é tão certo quanto eu pensei. Talvez eu não te mereça como ela te merece, como elas te merecem. Talvez você não me mereça. Ou talvez, não. Cabe a eu conseguir tranformar todos esses talvez em certezas. Cabe a eu subir sozinha a escada, torcendo para te encontrar em cada degrau que avanço, cabe a eu conseguir tirar as manchas do seu nome, que estava ao lado do meu. E, cabe a eu, escrever mais um deste, rezando para todas essas inseguranças escritas na parede, serem pichadas com a metade do meu pequeno coração completado com o seu, meu caro, meu jovem. Meu? meu nada. Dela. Delas.

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