e me recuso a tentar entender o porque. Admiro o jeito como os dias passam, como um minuto parece ser apenas dois segundos, ou talvez uma hora apenas um minuto. Não é exagero não, é sério. Parece que foi ontem que eu estava sentada no quarto de minha mãe, penteando os cabelos de minhas bonecas. É absolutamente incrível o jeito como eu mudei em apenas três ou quatro dias. Há quem diga que devemos estar prontos para começar de novo a cada segundo que passa, porque afinal, a cada segundo é uma nova surpresa. Sou bipolar, devo admitir. Mudo rápido de humor, e as vezes isso ajuda. Não gosto muito de sentir a mesma coisa por muito tempo, fico tentando entender o porque daquilo. Mas, o que se cabe a esses três ou quatro dias? Uma vida nova, ou até mesmo o fim de uma vida nova, ou o recomeço de uma vida velha. Um amor, ou até mesmo músicas, talvez. Um livro, ou alguns textos. Um choro de um bebê. Ou um belo sorriso. Talvez, eu. Ou a gente, todos nós, eu me refiro. Quero dizer, ao fim do mundo. Talvez, foi na tentativa de tentar entender que eu acabei me desligando, na tentativa de querer me encontrar, que eu acabei me perdendo. Ou até mesmo na vontade de querer acertar que eu errei. Caros, não tenho 19, 60, ou 80 anos para dizer sobre o que é a vida, não tenho tanta moral para tentar explicar o amor, sou nova, ainda tenho muito o que viver. Mas eu posso dizer muito sobre a minha vida, e o meu amor. Acho que nesta parte, a moral é só minha. Eis que existem as folhas de papéis para me ouvirem, ou as paredes. Ou as pessoas, vocês. Me perguntaram se eu tinha medo de morrer, oras, não quero pensa em morte agora, tenho uma vida pela frente me esperando, mesmo que essa vida seje só daqui dois minutos ou dois dias, mas é pela frente. Não posso esquecer de dizer, que todos, e me refiro a todos nós mesmo, não podemos ter medo de errar, de nos apaixonar, ou de morrer. Os erros são só pequenos choques que nos levam aos acertos, e as paixões são o que nos leva ao amor. E a morte, bom, a morte nos leva as outras vidas. Também quero dizer, todos nós sentimos, mesmo aquele terrorista que matou mil e tantas pessoas na vida, tem coração, tem sentimento, sofre e faz pessoas sofrerem. Não existe ninguém que não tenha coração. Até aquela rapariga que sempre aperta mais o sutiã para colocar os seios em destaque, mesmo assim, dentro dela existe um sentimento, ou até mesmo alguém muito frágil. Não só dentro dela, mas de mim, de você, da gente. Eu por exemplo, sou algo tão diferente a mim, enquanto estou perdendo o controle de raiva por dentro, eu sorrio por fora. Devo dizer, que eu choro por coisas banais, mas essas coisas banais são as que fazem todo o sentido. Me emociono com coisas banais, ou simples, que podem ser as mesmas coisas. Como um palhaço conseguindo fazer uma criança sorrir, como um cachorro ajudando o cego andar na rua, como dois apaixonados se amando de baixo de várias estrelas, ou como duas pequena garotinhas criando formas com as nuvens, ou quando alguém me vem contar sonhos e desejos, e duas amigas rindo descontroladamente, a toa. Cada coisinhas do dia a dia, todas esses pequenos momentos que estamos cansados de ver, isso faz toda a diferença, e me emociona tanto. E eu, posso estar meia fora do rumo, mas estou inteira, estou apaixonada, estou sempre olhando o céu antes de dormir, e planejando sonhos, sempre chorando de baixo do chuveiro, sempre procurando o meu cantinho onde posso ficar em sintonia comigo, apenas. E eu sou assim, caros, pelo simples fato de ser assim, é esse meu jeito drama de ser que faz pessoas felizes, mas acima de tudo, que faz eu feliz. Não vou mais tentar entender o porque de tudo, e nem o porque de nada. Vou viver, assim. Dramática, sorridente, chorona, apaixonada. E é esse o meu conselho, não tenha medo de derrubar lágrimas, elas não mostram que somos fracos, mas sim que temos coração. Não tentem entender o porque dos momentos ruins, apenas aceite-os, ou apenas criem uma forma de torna-los bons e inesquecíveis, começando com um sorriso, talvez. E, como diz o teatro mágico:
"Descobrir o verdadeiro sentido das coisas, é querer saber demais (...)"
Não tente descobrir o verdadeiro sentido das coisas, tente descobrir o verdadeiro sentido seu.Ou tente se fazer o sentido das coisas, a sua vida não depende apenas da felicidade de outros, ela depende da sua felicidade. Meu outro conselho é: NÃO DESISTA NUNCA. Quero dar algum exemplo, a rapariga, elas desistem a partir do momento que persistem no mesmo erro, que é não se dar o valor. Ou talvez, gerar 3 ou 4 filhos e ir distribuindo nas portas das casas. Elas tentam não procurar trabalho e ajuda, e nem sequer tentam diminuir o aperto do sutiã e amar mais o próprio corpo. O terrorista, ele persiste no erro de acabar com vidas inofencivas, e isso é desistir, ele não procura achar alguém para construir uma vida. E desistir, quer dizer, esquecer da vida, ir cometendo o mesmo erro várias vezes, sem querer saber se aquilo vai te prejudicar, sem sentar em algum lugar e sonhar com algo lindo e por este sonhos em pratica. Não tenho nada contra raparigas, nem terroristas, eles podem até ter os motivos, mas são fracos pois deixam o passado acabar com a própria pessoa, e quando o passado toma conta, o futuro pode não existir. E eu digo isso a vocês, tentem sempre, podem chorar, podem chingar, mas não desistam, nunca. Porque lá no fim, você vai ter uma esperança dentro de sí, porque você não desistiu. E quanto mais a gente tenta, mas ganhamos esperanças, mesmo estando tão fracos. Não se esqueçam de se amarem em primeiro lugar como o os meus exemplos. Porque o terrorista e a rapariga, no fim, não vão poder olhar pra trás e dizerem "Eu tentei".
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