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segunda-feira, 30 de maio de 2011

E eu, eu choro sim. Choro quase todas as noites, algumas vezes com motivos, e algumas vezes sem. Choro porque quero. É bem assim, porque quero. As lágrimas são a minha única fuga para a tristeza, o choro é o único remédio que ameniza o corte das cicatrizes, a única nave que consegue me distanciar desse mundo injusto por pequenos minutos. A tristeza é a única que me compreende por completo, vem de dentro de mim. Ela não aponta dedos, não cobra, não piora, não grita, não chinga. Ela apenas permanece ali ao meu lado, calada, me dando o máximo de atenção e respeito, fazendo cafuné com seus dedos imaginários em meus cabelos, segurando a minha xícara de cholate quente em uma das mãos e colocando a minha estrela favorita para adormecer junto comigo, e ali ela permanece até eu partir para o meu mundo preferido. E muitos de vocês podem até não entender. Mas o que me importa? Eu não me importo com vocês.

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