Eu não tenho tido muita paciência, criatividade, vontade .. E outras palavras do tipo. Eu nunca consegui me pôr em todas essas linhas de textos, foi sempre em picado. Eu últimamente, tenho ficado meio parada, não só por obrigação, mas também pelo simples fato de querer. Eu tenho ficado chata. Ás vezes, me sobe a vontade de fugir das pessoas e do tal mal que eu imagino que elas queiram me provocar. Quem é confiável para mim no momento? Nem a minha própria sombra. Mas sempre quando eu falo que ficarei com um pé, ou melhor, com os dois pés para trás quando vejo já fui de cabeça em tudo, tentando abraçar tudo, como se fosse possível. Eu tenho um mundo meio estranho, uma mente meia estranha. Quase não me identifico com ninguém, e algumas vezes eu gosto disso. Porém, algumas horas eu queria mesmo outra pessoa igual a mim, não de aparência, mas sim de raciocínio. Seria bom discutir tudo com alguém, que não seja só eu. Alguém que não vai apontar o dedo depois. Não que ninguém nunca tenha conseguido me ajudar, nada disso. É que ás vezes, quando o mundo decide rodar sem mim, eu preciso de alguém que me entenda por completo. Só para eu poder soltar tudo isso. Todos esses erros, essas angústias, essas felicidades e essas saudades, principalmente essas saudades que eu nem sei do que, de quem, o por que, nem para que. E, tem dias que eu prefiro mesmo ficar sozinha, não é essa tal coisa chamada auto-isolação, não. É só preferência mesmo. É só para eu poder dialogar comigo mesma, a sós, sem ninguém com palpites. É nestes dias que eu me permaneço na melhor parte de mim. Me pergunte por onde eu ando, e eu vou te dizer que ando pelos mesmo lugares, mas com pessoas, músicas, ruas, sorrisos, olhares, diferentes. E é verdade. Acredito que tudo isso faz a maior parte da vida, as mudanças. Algumas vezes elas me matam, logo quando começo a me acostumar, tudo muda, e ai nasce os tombos, mas também nasce os que te ajudam a levantar. Tem noites que eu me ausento de mim, e vou gritar para o mundo lá fora, querendo sempre mandar todo mundo ir se danar, ninguém escuta, claro. Quem é que vai escutar uma louca noturna? E eu digo, ninguém. E o que me acalma? Ah, as estrelas, caros. É, é engraçado. Eu gosto das estrelas, eu tenho a minha preferida, todas as noites meus olhos a procuram, e ela sempre está lá. Gosto do jeito que o brilho delas me cegam, é um passatempo me sentir caminhando em cada uma que há, é só uma forma de paz. Aliás, tudo isso, tudo o que eu sou, ou já fui, é uma forma de paz, para mim. E bom, eu ando por aí, por alguns becos, por algumas ruas, com a minha estrela favorita na mão. E eu me sinto bem assim, não me fingindo ser. Rindo quando quero, lágrimeando quando quero. Fugindo de todos quando dá vontade. E gritando, para a sociedade. É bem por este caminho que eu corro. Seguindo novos sorrisos, me encantando com novos corações.. Aguns de vocês podem não entender tudo isso, mas é tudo isso que eu sou. E como eu digo, quem não entende, por favor vá embora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário