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domingo, 21 de novembro de 2010

Insônia

Naquele momento eu fitava a imensa parede sem cor e apenas te vendo ali, começou a me dar um desespero eu soltava algumas lágrimas e repetia seu nome várias vezes. Me juntei e me encostei naquela parede achando que estava encostada em você, mas eu sabia que aquilo não passava de uma parede branca onde eu prefiria chamar de tela de cinema onde não parava de passar o mesmo filme, você. Juntei os meus braços com o meu peito e me apertei o mais forte possível tentando fazer aquela dor e aquela saudade ir embora de uma vez por todas, não funcionou. Então eu me deitei no chão frio e prendi a respiração por alguns segundos, não funcionou. Então eu escrevi cinco textos manchados de lágrimas tentando colocar todo o sufoco em folhas de papel, também não funcionou. Nada funcionava, eu olhava para um lado e lá estava você, eu olhava para o outro e lá estava você novamente. Todas as noites eu vou para cama com lágrimas e apertos e uma saudade imensa de você, como que pode uma pessoa precisar tanto de outra, outra que nem se importa. Nenhum livro consegue me agradar mais. As músicas que eu tanto gosto estão parecendo gritos de tortura em meus ouvidos e as minhas felicidades que eu tanto adorava nem tenho mais noticias delas. Eu só queria tentar apagar as fotos de dentro da minha cabeça, aliás, elas nem estão mas na minha cabeça, elas quiseram ir para o coração, justo este orgão. Mas que droga, sou nova de mais para precisar tanto de alguém, não sou ?
Ainda encarando o branco escutei alguém bater na porta.
- Quem é ?
- É a saudade - Droga, o primeiro pensamento que surgiu em minha mente.
- Por favor, vá embora. Não vou abrir para você. - Mas eu sabia que não iria adiantar dizer não pois ela iria arrombar aquela porta e chegar até mim, fazendo eu me perder em lágrimas de novo.

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